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quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Uma Guerra e um Exército de Verdade

O que é um exército? Como se comporta um exército numa batalha? Como vivemos nossa batalha no exército de nosso general Jesus Cristo? O que estamos fazendo a favor ou contra o progresso desse exército? O que estamos fazendo internamente nessa tropa? Qual a crença que temos num confronto real e numa vitória real? Todas essas perguntas nos vêm à cabeça quando se falamos do povo de Deus. Creio que muita gente está dentro da igreja, mas na verdade, não faz a mínima ideia do que é servir na tropa de Jesus. Há um rebanho carente dentro de nossas igrejas, cansado, machucado e desiludido.
Qual a diferença que existe entre nós e satanás no que diz respeito a crença? Nenhuma! Satanás também crê em Deus; seus anjos maus também creem em Deus e sabem acerca do poder dEle.  Vejamos o que diz a Palavra em Tiago 2:19: "Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o creem, e estremecem.". Portanto, não basta estar do lado do exército de Deus, se não estiver disposto a fazer esse exército avançar. É triste ver pessoas dentro das igrejas (templos) dizendo ser "crentes" achando que isso é estar com Deus. Estar com Deus é estar no mesmo propósito que a causa dEle; o Evangelho é uma causa nobre e exige comprometimento; não existe Evangelho sem renúncia, sem dor, sem sofrimento, sem esforço etc.; se há causas nomeadas de Evangelho que estejam fora desse contexto, isso não é Evangelho.

Imagino uma como eram as guerras na antiguidade; as tropas naqueles momentos antes do confronto; o avanço de um exército num confronto de vários dias. Fico imaginando os soldados todos juntos, porém, atitudes e comportamentos diferentes. Dentro de uma mesma tropa, é possível que tenha soldados que mais contribuam com o inimigo do que com seus companheiros. Infelizmente, vemos isso dentro do cristianismo; pessoas que estão na igreja, se dizem de Cristo, porém, não fazem nada para o avanço do exército, para o sucesso da missão, para a derrota do inimigo.

Fico meio cismado quando conversando com um "irmão" em Cristo, e ele dizer não ser de nenhuma igreja, de nenhum ministério etc.; muitos irmãos dizem não ter chamado para ficar firmes num ministério, numa igreja (templo)... mas, fico pensando: Os discípulos andavam com Cristo, era da "turma" de Cristo; querendo ou não eles eram parte de um ministério. Concordo com chamados de pessoas para pregar nas casas, ser itinerante, mas não necessariamente é preciso não congregar numa igreja (templo). Me perdoem, mas vejo que tem irmãos que fazem questão de ser do contra! E dessa forma, a tropa fica enfraquecida. Dentro da própria Igreja de Cristo há uma necessidade tremenda de cura e libertação; muitos estão dentro da igreja buscando encontrar o Caminho; há uma necessidade enorme de apascentar o rebanho. O rebanho precisa ser apascentado. Não adianta enchermos as igreja de convertidos falsos, de "crentes" não convertido e não compromissados com o Evangelho.

Na tropa que fazemos parte temos que ser elementos motivadores. É o soldado que motiva, fala apenas palavras para motivar os companheiros, corre para lá e para cá nunca ficando parado, ajuda um que está machucado aqui e outro desanimado ali. Isso é um soldado de Cristo! O soldado que vive indiferente ao progresso da tropa, na verdade, está sendo um instrumento do inimigo dentro da sua própria casa. Muitos cristãos não se importam com o irmão que está ao seu lado, se este está ferido, desanimado ou pensando em desistir. Muitos estão impedindo o avanço da tropa, e os que avançam realmente estão se reduzindo cada dia mais. Precisamos de um reavivamento interno na tropa que nos comprometemos a servir um dia. Não basta ser parte de um exército se não estamos na verdade combatendo. É preciso que nós, como soldados de Cristo, ativos, socorramos os feridos, alimentemos aqueles que não tem mais força nem de levar a colher até a boca; que estejamos dispostos a limpar os ferimentos dos mutilados, carregar os que não podem mais andar, pensar e falar motivação o tempo todo, olhar para o outro lado e saber que a tropa inimiga já está condenada ao fracasso, e que nós venceremos. Que estejamos realmente combatendo nessa guera, caso contrário corremos o risco de ser instrumento de tropas inimigas dentro de nossa própria nação, a nação escolhida de Deus.

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